O poder ancestral das Iyami Osorongá, nossas primeiras mães. Entre as árvores sagradas e os destinos selados, seus pensamentos trazem fartura ou desgraça. Este é o caminho das Osorongá, revelando a força, o temor e o respeito que cercam essas poderosas feiticeiras.
Nos itans Iorubás, elas existem antes da ordem estabelecida, antes mesmo da separação clara entre criação e destruição. Detêm o axé da vida, do ventre e do sangue, mas também o poder da interrupção, do corte e da morte. Por isso, são temidas e profundamente respeitadas.
Associadas às espécies de aves de todo o continente africano, as Iyami observam o mundo da copa das árvores. Dependendo da árvore em que se assentam, as consequências sobre os pensamentos e ações humanas se manifestam de formas diferentes.
Cada árvore carrega um tipo de axé, e é a partir dela que os pensamentos cultivados por elas podem se tornar clareza ou ruína, proteção ou desvio.
As Iyami não agem diretamente sobre os homens, mas potencializam aquilo que já habita o ori. Um pensamento torto, alimentado no lugar errado, pode gerar queda. Um pensamento justo, enraizado corretamente, pode se transformar em força e proteção.
Em muitos itans, as Iyami testam os orixás, lembrando-os de que nenhum poder é absoluto e que toda criação carrega um preço. Não atuam por vingança ou crueldade, mas por lei cósmica para manter o equilíbrio entre forças opostas.